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As vantagens de fazer um check-up periódico

Publicado em 21-02-2018

Já marcou o seu próximo check-up médico? Ou, pelo menos, ainda se recorda da última vez que foi fazer um exame clínico e avaliou o seu estado global ao nível da saúde?

Na realidade, manter a saúde debaixo de olho é cada vez mais importante; é um hábito que se deve seguir a par de uma boa alimentação e de se combater o sedentarismo através da prática de exercício físico.

No caso do check-up, cuja realização, em situações normais, se aconselha uma vez por ano, trata-se de realizar um conjunto de exames médicos com vista a garantir que está tudo bem. Mas este é também um passo que ajuda a diagnosticar, de forma precoce, eventuais doenças que possam ainda não se ter manifestado declaradamente por não apresentarem os habituais sintomas.

No caso dos pacientes com fatores de risco ou doenças crónicas, os especialistas recomendam a realização deste tipo de check-ups com maior regularidade, no mínimo, de seis em seis meses.

Quando começar a fazer esta avaliação?

A data de realização desta primeira avaliação médica mais global é também ela muito variável. Dizem alguns especialistas que, na teoria, o primeiro de todos os check-ups médicos começou ainda na barriga das mães, com o denominado exame pré-natal.

Por outro lado, todas as crianças frequentam regularmente o pediatra sendo sempre avaliados de muito perto no que à sua saúde diz respeito. É ao chegarmos à adolescência que ficamos, regra geral, um pouco mais descuidados em matéria de saúde.

Assim sendo, a maioria dos clínicos defende que perto dos 30 anos, ou a partir daqui, o check-up se torne quase uma obrigação sendo indicado que se façam então os primeiros exames e, a partir daí, se vá acompanhando o paciente.

O check-up é uma avaliação médica completa que prevê a realização de um conjunto de testes desde cardíacos, sanguíneos, aos ossos do corpo, visão, entre outros, pelo que lhe deixamos uma lista dos principais exames a realizar:

Tensão arterial: a partir dos 18 anos já é possível fazer o controlo da tensão, diminuindo os riscos de enfarte e as consequências que derivam da hipertensão;

Hemograma completo: não é mais do que um exame de sangue com análise de parâmetros como o colesterol, a diabetes, a hemoglobina, a glicemia, nível de glóbulos vermelhos e brancos, ao qual se juntam análises de fezes e urina. Trata-se de uma avaliação muito completa que permite conhecer o grau do sistema imunológico e sinalizar possíveis infeções;

Eletrocardiograma: é um exame fundamental para apurar as condições cardiovasculares do paciente e prevenir complicações cardíacas;

Ecocardiograma: é um dos exames mais pedidos após os 40 anos de idade e permite uma análise mais pormenorizada à saúde do coração;

Exames oftalmológicos: devem começar por volta dos 30 anos de idade e ajudam a prevenir, além da falta de visão, doenças mais graves como o glaucoma;

Densitometria óssea: é um exame de imagem que permite verificar a densidade e a integridade dos ossos do corpo humano, nomeadamente ao nível da bacia e do fémur.

PSA e exames associados: exclusivo para os homens, este tipo de avaliação ajuda a despistar problemas mais graves ao nível da próstata;

Exames ginecológicos: do lado feminino, são aconselháveis um conjunto de exames logo desde o início da vida sexual da mulher aos quais se junta, a partir dos 30 anos, uma mamografia anual.

 

E não se esqueça…

Dentes

Faça um exame dentário de seis em seis meses para manter uma boca saudável.

Olhos

Pelo menos de dois em dois anos, faça um exame oftalmológico para prevenir problemas.

Intestinos

A partir dos 50 anos, faça exames de rastreio do cancro colorretal.

(Fonte: CUF)