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Comércio Tradicional ou Hipermercados? O que escolher?

Publicado em 13-12-2017

Com as lojas de comércio tradicional a regressarem quase a cada esquina, frutarias e lojas de legumes incluídas, já deve ter pensado se não faria sentido satisfazer todas as necessidades domésticas perto de casa, sem precisar de se deslocar a um hipermercado. Isto claro, se costuma fazer compras em hipermercados. Quem usa as grandes superfícies faz normalmente esse tipo de escolha por duas razões: é mais prático comprar tudo num único local e também é mais barato.

Mas na verdade os dois argumentos podem ser verdadeiros e falsos e como tal o melhor será analisar opções caso a caso. Uma boa forma de o fazer é identificar compras onde a grande prioridade é poupar e compras onde prefere pagar um pouco mais para ter exatamente aquilo que quer.

As frutas e legumes são um bom exemplo. Nas grandes superfícies não é raro os melhores preços estarem nos produtos embalados, onde o consumidor é obrigado a comprar mais quantidade para ter acesso ao preço mais em conta.

Assim, se precisar de dois tomates, quatro maças, quatro laranjas e meia dúzia de batatas e for obrigado a comprar tudo isto em quantidades superiores, mesmo que o preço unitário seja inferior, no final das contas não há poupança e ainda pode haver desperdício.

Outro aspeto onde a poupança de uma grande superfície pode conduzir rapidamente a gastos que não contava ter é no apelo gerado pela quantidade de produtos à disposição. É sempre maior que numa loja de comércio tradicional e como tal, muitas vezes entramos na loja com intenção de comprar poucos artigos e saímos com o dobro ou o triplo.

Em relação aos preços num e noutro tipo de lojas, vale a pena comparar produtos concretos antes de fazer juízos de valor, embora seja sabido que a capacidade das grandes superfícies para fazer preços mais agressivos, sobretudo em campanhas pontuais ou programas de fidelização, é superior à do comércio tradicional.

As comparações a fazer devem ser tão equilibradas quanto possível. Ou seja, se vai comparar os preços de carne ou do peixe, por exemplo, tente perceber se está a comparar produtos idênticos, seja na origem ou noutras caraterísticas que consiga identificar.

Ainda assim, o mais certo é que não encontre uma resposta única. O melhor caminho para clarificar um pouco mais o tema pode passar por criar uma lista de produtos de referência e perceber o preço médio para cada um deles, num hipermercado e na mercearia perto de casa.

Nos bens alimentares pode criar uma classificação adicional ao preço na lista de avaliação, para testar o sabor ou a qualidade do produto. Quando a cábula estiver bem estudada será mais fácil tomar decisões, pelo menos até que se depare com uma promoção que volte a baralhar as contas.