Bem-vindo ao MyPopular!

Fique a par de várias dicas que o podem ajudar no dia-a-dia.

Tema da Semana

Como elaborar um orçamento familiar

Publicado em 12-09-2017

Todos os meses há um conjunto de despesas a que temos de dar resposta e com certeza já reparou que, embora uma boa parte seja de caráter fixo, nem sempre o saldo ao final do mês é igual, tal como o esforço para cumprir todas as obrigações. A melhor forma de evitar que isto aconteça e prevenir-se de situações inesperadas é dar visibilidade às receitas e às despesas que todos os meses tem para gerir, como faz qualquer empresa.

Claro que todas as parcelas são do conhecimento de quem gere as finanças da família, mas quantificar cada uma delas, num exercício que permita perceber o respetivo peso, fará toda a diferença e pode ser o caminho para conseguir poupar alguns euros de forma mais sistemática.

Fazer um orçamento familiar é uma forma de perceber exatamente quanto ganha e quanto gasta e como o faz. Revela de forma clara o peso das despesas incontornáveis todos os meses, os excessos que podem estar a comprometer a poupança e permite fazer planos de médio prazo, com base em números realistas.

O primeiro passo na preparação de um orçamento familiar é alinhar todas as receitas mensais, por um lado, e fazer o mesmo com todas as despesas. Nas receitas, deve contabilizar o salário, mas também as rendas ou as pensões, caso existam. Do lado das despesas, o número de parcelas é provavelmente muito mais extenso. Lá devem constar a renda de casa, a água, a luz, as telecomunicações, a mensalidade do colégio dos filhos, as despesas de supermercado, o entretenimento ou a saúde.

O segundo passo é separar, tanto no que se refere às receitas como às despesas, aquilo que são parcelas fixas – aquelas que, para o bem e para o mal, todos os meses entram nas contas – de itens esporádicos, como receitas de horas extra, prémios de produtividade ou, do lado das despesas, revisão do carro, conserto da máquina de lavar, e outras.

Será observando as receitas e as despesas fixas que perceberá o peso de cada tipo de obrigação na forma como os recursos financeiros disponíveis são consumidos a cada mês. Por exemplo, que entre rendas e mensalidades gasta menos de metade, metade ou mais de metade do salário.

Com a análise das despesas variáveis, nas quais se integram gastos com cartões de crédito, restauração, transportes e outros, vai ter uma visão mais precisa da relevância em cada mês dos itens em que pode efetivamente fazer alguns cortes quando é preciso equilibrar as contas. A tarefa ficará ainda mais facilitada se criar categorias.

Com todos os valores apurados pode tentar ajustar gastos para poupar ou preparar-se antecipadamente para uma despesa extra. Pode fazê-lo definindo limites para as despesas variáveis e, a cada mês, acompanhar a forma como conseguiu ou não cumprir esses objetivos e encontrar espaço para melhorias.

Adotar o hábito de fazer um orçamento familiar mensal, em papel, numa folha de cálculo ou recorrendo a uma aplicação, não é só uma forma de perceber melhor como e onde gasta o dinheiro, como é um meio de corrigir maus hábitos, que antes de serem analisados em maior detalhe muitas vezes não revelam o seu verdadeiro impacto no dia-a-dia da família.