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Fim do Mês

Compre o seu cabaz de alimentos diretamente ao produtor

Publicado em 27-03-2017

A origem e a qualidade dos alimentos que todos os dias ingerimos são motivos de preocupação para um número crescente de consumidores. A proliferação da agricultura biológica e da mensagem subjacente à produção livre de químicos tem ajudado a espalhar a mensagem.

As preocupações com a sustentabilidade do planeta e com os impactos ambientais de adquirir produtos que cruzam o mundo para cá chegar tem feito o resto.

As mesmas preocupações ajudaram a trazer de volta rituais antigos, como a procura de mercados de frescos organizados pelos próprios produtores, ou a preferência por produtos vendidos em mercearias de proximidade, que favorecem a manutenção de uma agricultura com as mesmas características, capaz de dar a quem compra maior segurança relativamente àquilo que está a levar para casa.

E como a lei da procura e da oferta continua a funcionar, então se há mais quem queira comprar, a oferta multiplica-se e hoje o número de locais e opções para comprar produtos com estas caraterísticas, sobretudo frescos, é cada vez maior. Em muitos casos nem é preciso de sair de casa. Mas se prefere o contacto direto com os produtos e os produtores, as opções também são diversas.

A Agrobio, a associação de agricultura biológica mais antiga do país, é uma das dinamizadoras de iniciativas deste género. Promove mercados de rua em várias cidades e dá nota de outras iniciativas do mesmo tipo, uma informação que mantém atualizada no site.

As próprias autarquias têm procurado dinamizar este reencontro com as raízes e um pouco por todo o país renascem mercados que privilegiam a proximidade dos produtores.

O mercado da Quinta das Conchas, que todos os sábados pela manhã anima o Lumiar, é um exemplo. Uma das regras impostas aos produtores que nele participam é terem a sua produção a menos de 70 km da capital.

No Porto, o mercado do Berdinho ou a Feira Biológica Núcleo Rural do Parque da Cidade são também exemplos interessantes.

Para quem não quer sair de casa não faltam alternativas para levar, ou receber, o mesmo tipo de produtos. Muitas mercearias tradicionais (a maioria bem recentes, mas que recuperam o conceito) além de venderem este tipo de produtos preparam cabazes, que entregam em casa ou que o cliente pode levantar na loja.

O conteúdo vai variando consoante a época do ano e normalmente o cliente pode escolher a dimensão do cabaz, entre duas ou mais opções, e assinalar produtos a evitar. Pode tornar a encomenda fixa, com determinada periodicidade, semanal por exemplo, ou mantê-la esporádica. Nuns casos estes cabazes têm apenas hortícolas, noutros combinam também frutas e ervas aromáticas.

A mesma configuração vale para as ofertas que é possível encontrar num número cada vez maior de sites que se dedicam à comercialização deste tipo de produtos.

Fazem a ponte entre o produtor e o consumidor e encarregam-se da logística depois de receberem as encomendas online. Mercado Saloio, Horta à Porta ou Pede Salsa são apenas alguns exemplos.

Outros são conduzidos pelos próprios produtores, que optam por escoar parte da produção por esta via, como é o caso da Quinta do Arneiro, Quinta Areia ou Aromas da Horta.

Num e noutro caso, é possível encontrar vários exemplos e para entregas em diferentes pontos do país, sendo que a região de Lisboa e Porto estão favorecidas no que se refere à diversidade da oferta.