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Tema da Semana

Férias no estrangeiro? Como pode pagar além-fronteiras

Publicado em 31-07-2017

Se já está a fazer os últimos preparativos para ir de férias e este ano vai para fora do país, não se esqueça de acautelar as questões relacionadas com os pagamentos que vai ter de fazer no destino escolhido. Antes de partir, vale a pena perceber as diferenças entre as várias opções disponíveis, até porque os custos associados podem ser bem distintos.

Uma das coisas que deve saber é que o pagamento com cartões é em muitos casos mais vantajoso do que o pagamento a dinheiro, sobretudo se acabar por levantar ou trocar dinheiro para a moeda do país de destino várias vezes, já que dessa forma vai pagar taxas com mais frequência. Levar consigo grandes quantidades de dinheiro, já na moeda do destino, também não é uma opção aconselhável por questões de segurança.

Assim, o ideal será combinar dinheiro e pagamentos com cartão. Terá meios para fazer face a pequenas despesas em locais onde não pode, ou não vale a pena, usar cartões e assegura o resto das despesas com pagamentos eletrónicos.

Em relação ao dinheiro que pretende levar já consigo, pode optar por convertê-lo na moeda local antes de sair do país, ou já no destino. Se seguir a primeira opção, pode escolher um banco ou uma casa de câmbio. Num caso e noutro, compare as taxas de câmbio – que são definidas por cada instituição – antes de tomar uma decisão.

Se preferir trocar moeda já no destino, seja qual for o local para onde viaja, logo no aeroporto vai encontrar casas de câmbio e a melhor opção pode mesmo ser tratar do assunto logo no local, sobretudo se viajar para um país onde está pouco à vontade com questões de segurança.

No que se refere à utilização de cartões, é importante saber que pode usá-los tanto para levantar dinheiro fora do país como para fazer pagamentos, mas a segunda opção é mais vantajosa do que a primeira, porque tem associado um volume de taxas mais reduzido.

As comissões associadas a operações com cartões no estrangeiro variam entre bancos e o cliente terá sido informado das suas em particular na altura em que subscreveu um cartão de débito ou crédito, mas pode sempre pedir para recuperar essa informação antes de viajar. Deve aliás fazê-lo, porque se tiver vários cartões de vários bancos, com taxas diferentes, assim pode optar por usar apenas aquele que se revelar menos dispendioso enquanto está fora.

Em traços gerais, é importante saber que às operações feitas com cartões noutros países (Zona Euro à parte) são aplicadas taxas que podem ir desde as comissões interbancárias às comissões de serviço internacional, passando pelo imposto de selo, taxas do próprio banco e taxas de conversão de moeda. O levantamento de dinheiro dá direito a todo o menu e se a operação for feita com cartão de crédito, ainda há uma taxa adicional pelo levantamento de dinheiro a crédito (Cash Advance). Acontece o mesmo se usar esta possibilidade em Portugal, mas no estrangeiro é mais dispendiosa.

Já os pagamentos com cartão estão essencialmente sujeitos a taxas relacionadas com a conversão da moeda e comissões de processamento de transação internacional.

Em qualquer dos cenários, se a opção for usar cartões bancários fora do país, lembre-se de que uma operação só poderá ser concretizada se as caixas de levantamento de dinheiro (ATM) ou os terminais de pagamento nas lojas estiverem ligados às redes usadas pelo seu cartão, algo que é possível verificar em antecipação ou a cada momento, porque a indicação consta nos cartões e também está indicada nas máquinas. Entre as redes mais comuns estão Visa, Mastercard, Maestro ou American Express, por exemplo.

Se viajar dentro da União Europeia, não pode ser alvo de taxas diferentes das que pagaria em Portugal pela utilização dos seus cartões bancários, desde que a moeda usada no país em questão seja o euro.