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Miró: depois do Porto, exposição chegou a Lisboa

Publicado em 18-10-2017

São 85 peças que permitem acompanhar um período de seis décadas na carreira do pintor surrealista espanhol Joan Miró, com trabalhos que vão desde 1924 a 1981. Incluem pinturas, desenhos, tapeçarias e colagens, que já fizeram parte da coleção privada do Banco Português de Negócios e que, com a falência da instituição, estiveram a um passo de ser vendidos num leilão em Londres. A base de licitação do conjunto foi fixada nos 35,9 milhões de euros.

O Estado português acabou por recuar na intenção de venda, que ajudaria a amortizar os prejuízos deixados pelo banco e impediu o negócio, garantindo que as obras ficassem em Portugal. Foram então entregues à Câmara Municipal do Porto e confiadas à Fundação de Serralves.

Depois da disputa e da curiosidade que se gerou em torno de Miró, a coleção foi primeiro mostrada no Porto, numa exposição que acabou por se revelar um sucesso, e está agora em Lisboa, onde pode ser apreciada até 8 de janeiro no Palácio da Ajuda.

Na capital, a exposição conta com mais sete obras, que não foram exibidas no Porto por falta de espaço, num total de 85 peças, que perfazem toda a coleção.

A exposição Joan Miró: Materialidade e Metamorfose vai depois percorrer o país, numa espécie de tournée, chegando a várias cidades portuguesas antes de regressar ao Porto, onde vai ter morada fixa. Na primeira passagem pela cidade foi vista por 240 mil pessoas.

Na Galeria D. Luís I do Palácio Nacional da Ajuda, a obra do pintor, escultor, gravurista e ceramista catalão, que viveu entre 1893 e 1983, pode ser apreciada de quinta a terça-feira entre as 10 e as 18 horas, por 10€.