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Seguros de vida: o que deve mesmo saber

Publicado em 04-04-2017

Para muitos portugueses a hipótese de subscrever um seguro de vida, mais do que uma opção, é uma obrigação, já que os bancos sujeitam a concessão de crédito à habitação à aceitação de um produto deste tipo.

Mas seja por força de um crédito à habitação ou para deixar amparados descendentes ou outros familiares diretos em caso de morte ou acidente, vale a pena estar informado em relação aos aspetos que podem fazer a diferença entre estar realmente protegido ou nem por isso.

Quem tem ou está em vias de subscrever um seguro de vida associado ao crédito à habitação deve ter presente que não é obrigado a aceitar o produto disponibilizado pelo seu banco. Pode analisar e comparar todas as opções disponíveis no mercado e escolher a que considera mais vantajosa, desde que respeite as garantias (coberturas) solicitadas pelo banco para a concessão do crédito.

A regra vale para o momento de subscrição do seguro e concessão do crédito, mas também se aplica caso já tenha o empréstimo concedido e um seguro em vigor. O cliente continua a ser livre de procurar outras opções no mercado.

Nesse caso terá de verificar se a transferência do seguro de vida para outra instituição vai ter impacto na renda do empréstimo, o que muito provavelmente acontecerá, já que para incentivar a contratação do maior número possível de serviços, os bancos têm como prática comum a redução do spread associado ao crédito para clientes com vários produtos financeiros contratados.

Mesmo assim, vale a pena comparar opções. Vários estudos têm mostrado que mesmo com impacto na taxa associada ao crédito, a alteração pode compensar porque somados todos os valores o cliente ficará a pagar menos no final do mês.

Na comparação entre produtos, um aspeto fundamental a ter em conta é o tipo de cobertura disponibilizada em caso de invalidez, que pode prever invalidez absoluta e definitiva ou invalidez total e permanente.

A primeira só permitirá ativar o seguro perante um acidente que deixe o segurado totalmente incapacitado para a realização de uma atividade remunerada e dependente da assistência de terceiros nas tarefas diárias.

Os contratos que preveem situações de invalidez total e permanente são mais abrangentes e permitem a ativação do seguro no caso de um acidente que impeça o segurado de forma definitiva de exercer uma profissão compatível com as suas aptidões, por ficar com um grau de incapacidade superior a 65%. A diferença pode não parecer significativa, mas é abismal no conjunto de situações que pode abranger.

Associados ou não ao crédito à habitação os seguros de vida são também uma forma de proteger os mais próximos no caso de uma fatalidade. Essa garantia pode ser associada ao crédito da casa, subscrevendo garantias extra ou contratando um capital mais elevado do que o necessário para pagar ao banco no caso de uma fatalidade.

Existem, em alternativa, produtos cuja principal missão é a proteção da família e cujas características podem variar bastante, consoante o período de vigência, a idade do segurado na altura da subscrição (quanto mais velho mais caro) ou o capital seguro. Podem funcionar de diferentes formas, incluindo como produtos de poupança.

Uma das opções nesse sentido é ativar a opção sobrevivência, para que no final do período de vigência do seguro, caso não tenha precisado de o ativar entretanto, na medida do acordado com a seguradora, possa resgatar os valores pagos.