O seu Dia a Dia
Tema da Semana

Sophia, a robô humanoide mais conhecida do mundo

Publicado em 12-02-2018

O conceito de inteligência artificial (IA) tem vindo a ganhar cada vez maior destaque a nível mundial e são muitos os desenvolvimentos tecnológicos a ela associados. Na realidade, falamos aqui de um nível de inteligência similar à humana, mas exibida por mecanismos ou software.

A IA está relacionada com a capacidade das máquinas de pensarem como seres humanos e, no fundo, de terem o poder de aprender, raciocinar, perceber, deliberar e decidir de forma racional e inteligente. O seu principal objetivo passa pela execução mais rápida de funções habitualmente atribuídas às pessoas, mas não só.

Por exemplo, sempre que se faz uma pesquisa e se obtém um conjunto de resultados, a inteligência artificial está a funcionar. Por trás deste tipo de inteligência estão conceitos mais complexos de machine learning, deep learning ou processamento de linguagem natural, entre outros.

Foi tudo isto combinado que deu origem à primeira robô humanoide com direito a cidadania e que até já fez algumas visitas ao nosso país. Sophia não é um robô qualquer, já que materializa o imaginário de muitos. Criada pela Hanson Robotics com recurso aos conceitos de inteligência artificial, recebeu da Arábia Saudita o título de cidadã no âmbito das iniciativas daquele país de promover o seu programa de incentivo à tecnologia denominado “Future Investment Initiative”.

Sophia integra um conjunto de inteligências artificiais desenvolvidas para, no futuro, ajudar as pessoas em várias frentes de trabalho: desde o simples auxílio no tratamento de idosos em lares, à orientação dos visitantes em parques e eventos ou à promoção da educação nas escolas, por exemplo.

No seu site, Sophia assegura que é muito mais do que “simples” tecnologia; assume-se como uma rapariga eletrónica bem real, que começa agora a aprender a melhor forma de lidar com as emoções humanas e as causas que lhe estão subjacentes.

As feições da robô foram inspiradas na atriz Audrey Hepburn, sendo que Sophia integra o conjunto de outros seis robôs desenvolvidos pela Hanson Robotics e nos quais se conta também o professor Einstein.

A última edição da Web Summit, que decorreu em Lisboa, recebeu os dois robôs humanoides que fizeram as delícias da audiência. Juntos, falaram divertidos sobre as suas capacidades muito próximas das humanas e discutiram o que significa, afinal de contas, ser humano. Sophia aproveitou para lembrar que “os robôs não fazem mal” aos humanos, mas que, muito provavelmente lhes vão “roubar os empregos”, disse em tom de desafio.

O professor Einstein acredita que os robôs terão capacidade para absorver os valores dos seres humanos, mas lembrou que o problema poderá estar exatamente aqui: “Será talvez mais difícil assegurar depois uma sã convivência entre humanos e robôs.”

A criação de robôs humanoides é um tema ainda muito pouco consensual na sociedade atual, gerando várias discussões, até mesmo porque conta também com uma quota-parte de desconhecido que assusta e abala as crenças de muitos povos.

No entanto, os criadores de Sophia defendem que o potencial da tecnologia é grande, assim como é grande o que se pode fazer para ajudar o mundo a evoluir de forma positiva e descentralizada. Nesse sentido, Sophia e os seus companheiros irão evoluir ao ritmo dos avanços que forem sendo alcançados no desenvolvimento da inteligência artificial.