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Projectar o Futuro

Terapia da fala: quando devo procurar ajuda?

Publicado em 13-03-2017

A comunicação é algo inato ao ser humano e todos nós sonhamos – e, mais do que isso, esperamos ansiosamente – com as primeiras palavras dos nossos filhos. Ouvi-los dizer “mamã” ou “papá” deixa qualquer progenitor embevecido e com a certeza de que tudo valeu a pena.

Mas, na realidade, há casos em que não é assim tão fácil “colocar” as crianças a falar e os motivos podem ser diversos. É exatamente aqui que surge a necessidade de obter ajuda de profissionais.

Mas é também neste ponto que poderá residir o primeiro obstáculo: saber, de facto, quando procurar ajuda de um terapeuta da fala. A resposta a esta questão não se assemelha fácil, até porque existem diferenças no desenvolvimento entre crianças da mesma idade bem assim como algumas dificuldades na fala que, embora pareçam, podem não ser, necessariamente, um problema.

De qualquer forma, o terapeuta da fala pode (e deve) ser procurado em qualquer altura da vida; é um profissional que ajuda no saudável desenvolvimento da comunicação e da linguagem, fomentando algo tão importante na sociedade dos dias que correm: a fala.

Naturalmente, em caso de problemas, quanto mais precoce for a intervenção, maiores serão as vantagens que dela se retiram. Sempre que se suspeitar que a criança poderá apresentar algum tipo de dificuldades de comunicação, a terapia da fala é o caminho a seguir, seja por iniciativa própria ou por indicação médica.

Importa recordar que, embora sejam graves em qualquer período da vida, nas crianças, as dificuldades de linguagem assumem consequências particularmente negativas em termos do seu desenvolvimento. Este tipo de problemas acaba por interferir com a aprendizagem escolar, nomeadamente ao nível da escrita e também da leitura.

Tendo em conta que o ato de comunicar engloba todas as funções associadas à compreensão e à expressão da linguagem oral e escrita, assim como todas as formas de comunicação não verbal, uma intervenção em termos de terapia da fala terá, necessariamente, estas várias vertentes em conta.

No fundo, o terapeuta da fala intervém ao nível da comunicação humana e das perturbações a ela associadas nas vertentes da fala e da linguagem, mas também em todas as áreas relacionadas com as funções auditiva, visual, cognitiva, oro-muscular, respiratória, deglutição e voz.

O processo de terapia utilizado varia de acordo com os profissionais em questão e, acima de tudo, com as problemáticas que se pretendem ultrapassar. Pode incluir jogos de tabuleiro, desenhos, exercícios com sons ou de respiração e um sem-número de outras possibilidades.

Os avanços, embora lentos, vão acabar por se começar a notar passadas algumas sessões e muito trabalho.

 

O que pode tratar a terapia da fala

Campo da linguagem

Problemas de afasia como a perturbação da linguagem resultante de lesão neurológica, os atrasos no desenvolvimento da linguagem, perturbações específicas da linguagem falada e escrita.

Campo da fluência/voz

Trata problemas como as dificuldades articulatórias – caso de substituições, omissões ou outros erros no discurso das crianças –, a perturbação da fala resultante de lesão neurológica, as dificuldades em executar movimentos neuromusculares necessários à produção da fala, a gaguez ou as perturbações associadas à rouquidão, esforço vocal, maus hábitos vocais ou má utilização do aparelho vocal.

Campo da deglutição

Tratamento de problemas como a disfagia, que se caracteriza por uma especial dificuldade em engolir líquidos e sólidos.